Monday, August 16, 2010

Missão cumprida II

Parque da Universal Studios (Cingapura) - FEITO
Disneyland (Hong Kong) - FEITO

Assunto encerrado. Será?

Friday, August 13, 2010

Dois lados da moeda

Lado A - prédio para tudo que é lado.
Hong Kong é realmente incrível. São morros de caem praticamente na água.

Nesse sentido lembra muito o Rio de Janeiro. Com a diferença que os morros são cobertos de vegetação, não de favelas.

Subimos em um desses morros, onde fica um mirante. Parece o funicular que sobe para o Corcovado. Antigamente, as pessoas subiam o morro de liteira, carregados por 2 homens.

De um lado, uma das paisagens mais URBANAS do planeta. Do outro lado do morro, natureza absoluta.

Uma maravilha, dos dois lados!
Lado B - natureza


O tal funicular. A subida é super íngrime, tanto que
volta de costas para as pessoas não cairem para frente.

Wednesday, August 11, 2010

Chegamos em Hong Kong

Depois de um vôo curto de Cingapura para Kuala Lumpur, onde passamos a noite, voamos hoje para Hong Kong. Já estamos bem instalados e embasbacados com o Skyline de Hong Kong.

Estamos em Kowloon, do outro lado do estreito, de onde se vê melhor a arquitetura da cidade. A primeira impressão foi muito boa, embora a cidade tenha seu lado opressivo, tipo Blade Runner. Choveu muito à tarde, mas a chuva parou de deu para ver o show de luzes nos prédios.

O que vimos ao vivo é igualzinho ao da foto. Vale a pena clicar nela para ver melhor.

Monday, August 9, 2010

Comilança em Cingapura


Voltamos para Cingapura.

Acho que foi para comer, porque a comilança está grande. Já fomos duas vezes ao La Pau Sat, o tradicional mercado de comida perto de Chinatown.

O La Pau Sat foi construído no século XIX, com estrutura de ferro vinda da Inglaterra. Hoje é um maravilhoso mercado de especialidades culinárias da Ásia. Parece o mercado municipal de SP ou o mercado público de Porto Alegre, mas composto apenas de restaurantes.

É uma infinidade de opções, cada um com vários pratos regionais. O cliente escolhe a comida nos vários stands, inclusive a bebida em uma loja especializada, leva para a mesa e se acaba comendo. Digo isso porque cada um busca uma coisa e, no final, há sempre comida demais.

Para se ter uma idéia, na primeira noite nosso jantar incluiu comida japonesa, chinesa, malásia e filipina. E tudo isso por uns R$ 10 reais por pessoa.

Uma maravilha!

À propósito, as flores são na Orchard Road, a principal rua comercial daqui. Uns 3 kms superaborizados com shoppings colados uns nos outros. A maioria com lojas super bacanas, mas alguns parecem aqueles centros comerciais chineses.



Contraste entre o mercado do séc. XIX e os arranha-céus







Sarong-mania

Meu pai pediu para comprarmos uns sarongs para decorar seu apartamento em Floripa.

Cumprimos a missão com grande denodo, mas acho que nos entusiasmamos demais. Depois de uma hora no mercado de Ubud tínhamos uns 10 sarongs diferentes. Só não compramos mais porque depois tem que carregar!

É que não deu para resistir aos preços - R$ 7 cada um - e à beleza dos tecidos...

Depois da sarong-mania fomos comer doce para recuperar as forças.

Natação com arroz


As crianças gostaram muito do nosso hotel em Ubud.

Ficava bem no centro da cidade, mas ao lado de um arrozal.

Todos os dias aproveitávamos o final de tarde para dar um pulo na piscina.

Pedalando pelos arrozais de Ubud

Há semanas as crianças pediam para fazer passeios de bicicleta. Mas nunca dava muito certo - não havia, o trânsito era ruim, não dava tempo, etc.

A Miroca e eu dizíamos sempre para eles não se preocuparem, porque em Ubud faríamos um fantástico passeio de bicicleta.

A cada tentativa e eventual desistência aumentava a expectativa em relação ao famoso passeio de bicicleta pelos arrozais de Ubud.

Eis então que chega o grande dia. E amanhece CHOVENDO!

Que frustração. Será que vai ter passeio?
Pois bem. Não somente houve o passeio como foi um enorme sucesso. Passamos o dia inteiro envolvidos.

Contratamos uma empresa especializada que nos levou para longe da cidade. O passeio foi então um retorno para Ubud, sempre em estradinhas pequenas, passando por vilarejos, arrozais, etc.

Uma beleza. Sempre descida. Dá quase para contar o número de pedaladas que demos.

A empresa foi fantástica. Guias muito bons, paravam a cada 15 minutos para nos mostrar alguma coisa.

Segurança fantástica. Havia vários outros profissionais acompanhando o passeio - uma van, um caminhãozinho com bicicletas extras, auxiliares em bicicleta. Parecia o Tour de France!

As crianças (e os adultos) simplesmente adoraram o passeio.

Tudo terminou na casa do dono da empres, onde foi servido um belo almoço. Fica no que eles chamam, em inglês, de family compound, onde vivem várias gerações de uma mesma família.







Crianças de Bali

As crianças em Bali são muito bacanas. Além de bonitas, elas são super simpáticas.












No nosso passeio de bicicleta elas ficavam encantadas de nos ver. E elas devem ver gente passando todos o santo dia....

Master snorkelers

Enquanto eu fazia o curso de mergulho, Miroca e nossos peixinhos se aprofundavam na arte de snorkeling. A escola de mergulho providenciava equipamento e guias para acompanhá-los nos passeios. Enquanto eu fazia os mergulhos requeridos para a certificação, eles faziam snorkeling nos mesmos lugares.

Dá para ver muita coisa, pois os naufrágios são bem na beira. Na verdade, o Liberty (enorme navio de carga americano) havia sido rebocado para a costa. Com a erupção do Monte Agung em 1963 ele deslizou uns 20-30 metros e afundou.

Aprendiz de mergulhador

Após nossa experiência com o surf, decidi mudar para algo mais plácido, mais tranquilo. Em Amed fiz um curso de mergulho.


Foi muito legal, pois foi um curso particular numa escola muito boa. Agora tenho até uma certificação de mergulhador - PADI Open Water Diver. O que quer dizer que eu posso mergulhar em grupo, sem necessariamente um instrutor.


Foram 3 dias de curso e eu tinha que estudar à noite.

Tão pensando que sabático é mole?


Ao total foram 4 mergulhos, sendo 3 deles em naufrágios da 2a. guerra mundial. Uma coisa interessante dos naufrágios é que eles atraem uma enorme quantidade de flora e fauna marinhas. É uma explosão de cores.


A roupa de mergulho é pesada em terra, mas na água a gente parece flutuar. Pena que eu não tinha esse equipamento na aula de surf. Depois de tomar tanta "vaca" surfando, teria sido prático ter uma máscara de mergulho.


Nota da redação:  Agradecemos a nossa leitora Juliana por nos ensinar o significado de "vaca" no mundo do surf. Segundo minhas pesquisas, vaca quer dizer "queda", "tombo" ou "wipe out".

Nota pessoal: Não sei se vaca é um termo apropriado para descrever minha perfomance surfística, porque parte do pressuposto que eu conseguia subir na prancha com alguma frequencia....


Claro que as fotos submarinas não são minhas, mas foram tiradas no Liberty. Deu para ver vários "Nemos", inclusive assim, de pertinho.

Friday, August 6, 2010

Nomes de crianças em Bali

Esse tema é relativamente conhecido, mas não deixa de ser interessante de ver funcionando na prática.

Quando se chega em Bali, uma coisa surpreendente é ver que quase todo mundo tem o mesmo nome. Homens e mulheres, sem diferença.

Isso vem de um costume local de chamar os filhos de acordo com a ordem do nascimento. O primeiro (ou primeira) se chama  "Wayan", o segundo "Made", o terceiro "Nyoman" e o quarto "Ketut".

E se o casal tiver um quinto filho? Como resolve? É simples. Chama o rebento de "Wayan Balik", que quer dizer "Wayan de novo". Prático, não?

Como se reconhecem, então? Os nomes são complementados por uma palabra inicial - "I" para homens e "Ni" para mulheres. E também recebem nomes adicionais, pessoais.

Assim os nomes são, por exemplo, "I Wayan Pedjeng" para um menino ou "Ni Ketut Sulastri" para uma menina.

Claro que há variações, mas esse blog não é Wikipedia....

Thursday, August 5, 2010

Quem disse que balinês não sabe sambar?

Tivemos uma belíssima oportunidade de ver um festival tipicamente balinês. Particularmente interessante porque esse festival só ocorre uma vez por ano e em uma comunidade de nativos de Bali. 

A grande maioria dos habitantes daqui chegou depois do século 15, vindos de outras ilhas da Indonésia. Foram esses "recém chegados" que trouxeram o hinduismo e a maioria das tradições que hoje caracterizam Bali. Os outros são os índios do Xingú de Bali.
Essa parte do festival (chamado de Usaba Sambah) consiste em uma verdadeira batalha campal entre os homens das tribos do norte e do sul. Eles vêm em grupos de mais de cem "guerreiros", desde moleques até velhos caquéticos (veja a foto). 

Eles se enfrentam munidos de espadas compostas por feixes de ramos espinhosos (tipo espada de São Jorge, mas cheia de pequenos espinhos) e uns escudos mequetréfes de ratan.

Pois bem. Cada guerreiro enfrenta um outro guerreiro, os outros 200 guerreiros mais o público e as mulheres das aldeias assistem cada luta. Tipo aquele video clip do Michael Jackson, acho que Billy Jean.

O negócio é sinistro. Eles se engalfinham e passam a esfregar o feixe de espinhos nas costas do adversário. Tudo isso enquanto riem desbragadamente. 
Todos se divertem, inclusive os guerreiros que estão sendo esfolados vivos.

Foi meio chocante no início, pois não sabíamos o que esperar. Achamos que seria uma batalha "ritual", mas os caras se acabavam na peleia. Os mais velhos faziam onda, mas os rapazes, cheios de testosterona, davam tudo. Alguns até voltavam para outras lutas.

A foto dos velhinhos é nossa. As outras da Internet. Está difícil fazer o upload das nossas fotas nesse hotel. 

Monday, August 2, 2010

Se essa moda pega...

Adivinhem para que serve essa simpática mistura de (mini-) roda gigante e balanços aqui ao lado? Quando fomos ao festival do Bali Aga (povo original de Bali), havia algumas crianças brincando.

Mas o uso original da roda é outro. Nas festas da comunidade, principalmente naquelas que congregam várias aldeias, elas são usadas para arranjar casamentos.

Isso mesmo. Casamentos. O mecanismo é bastante simples, embora potencialmente embaraçoso para as envolvidas.

Pois bem. Em dias de festa, as moças em idade de casar são penduradas na roda gigante para a apreciação dos rapazes disponíveis.

Consta que as gurias chegam a passar horas flanando e apresentando seus charmes de todos os ângulos possíveis e imagináveis. Parece que funciona muito bem.

Friday, July 30, 2010

Não existe mais privacidade nesse mundo

Nem do outro lado do mundo a gente consegue paz. Poucos dias após começarmos a surfar em Padang-Padang, o mundo corporativo do surf nos descobriu e resolveu patrocinar nossa praia.

Se não consegue vencê-los, una-se a eles...
Não deu outra, encheu de gente.

Nós, locais, que antes surfávamos em perfeita sintonia com a natureza e em comunhão com as divindades marinhas, tivemos  que nos adaptar...

Tuesday, July 27, 2010

Pé na estrada

Chove no paraíso. Mesmo na época seca. Na verdade, alguns dias de chuva em julho são uma raridade por aqui.

A questão é que o nosso "chateau" balinês não estava muito bem preparado para chuvas. Havia goteira em vários pontos. O problema é que o dono da pousada quebrou os 2 pés quando foi consertar o telhado há algumas semanas e não conseguiu terminar o serviço para o verão.

Conclusão. Viramos sem-teto. Deixamos nossa morada no sul chuvoso e partimos para o norte ensolarado. Lá se vão as pranchas de surf, que venham os pés de pato e óculos de mergulho!


Estamos em Amed, na ponta nordeste da ilha. Para quem quiser se situar, segue um mapa. Estávamos bem no sul, quase em Uluwatu.


Mas não chore por nós, Argentina. Já estamos bem acomodados num simpático resort. Poderia ser chamado pé-na-areia se a praia tivesse areia em lugar de um monte de pedregulhos. 

Acho que vamos ter que nos contentar com a piscina e com os passeios de barco!



Sunday, July 25, 2010

Dança do fogo em Uluwatu


Nós estamos bem no sul da Iha de Bali, quase na pontinha. Essa ponta se chama Uluwatu e é uma das praias mais famosas de surf daqui.


Uma das particularidades de Bali, que a distingue do resto da Indonésia, é que o hinduismo é a religião predominante. Uma versão bastante adaptada com influências locais, mas, ainda assim, com muitas referências originais indianas.

Em cada um dos pontos cardiais, existem templos importantes.  Voltados para o mar, em geral em penhascos, esses templos possuem vistas impressionantes.


A dança que vimos era a dança do fogo. Começa no final da tarde, enquanto anoitece. Ao final do espetáculo já é noite e eles finalizam com uma cerimônia com fogo.

A estória é faz parte do épico hindu Ramayana, mas é difícil de entender o que está acontecendo. Digamos que nos faltou erudição para seguir bem a estória.

O mais bacana é que a dança é acompanhada apenas de um coral de 50-60 homens. Sem instrumentos musicais. 

Muitos efeitos sonoros e a repetição dos sons induzem, segundo a proposta da dança, à uma espécie de transe. Os cantores passam uma hora fazendo um barulho sincopado "chak...chak...chak", enquanto os solistas cantam melodias simples e repetitivas. 

Muito bacana, o espetáculo tem algums momentos de comédia quando os personagens interagem com os turistas. Não creio que essa parte esteja muito bem descrita no Ramayana.




Saturday, July 24, 2010

Krupuk, Kerupuk ou Kroepek

Uma das iguarias que mais nos surpreendeu aqui em Bali (mas tb vimos na Malásia) foi um salgadinho. Na TV eles mostram uma dona de casa comprando uns "chips" no supermercado e fritando em casa.

Parecia engraçado. Imagina só. Comprar um salgadinho e fritar! Deve ser uma bomba.

Pois bem. A vida dá voltas. Estou há dias comendo esses salgadinhos aqui na nossa pousada sem me dar conta de que são os mesmos da TV!

Trata-se de uns "baconzitos" de camarão, feitos com farinha de tapioca. São super leves e viciantes. Uma delícia. Quando são fritos, eles explodem tipo pipoca.

São muito populares na Indonésia, Malásia, Vietnam e Filipinas. Entendo a razão.

Friday, July 23, 2010

Nossa morada balinesa

Estamos no sul de Bali, onde ficam as praias de areia branca.

É bem no sul mesmo, numa pontinha da ilha. Nosso bungalow fica numa pousada chamada Suara Ombak, que pertence a um americano da Califórina, o Rob. Um cara muito bacana, cheio de histórias para contar. 

Aquela história. Veio surfar quando jovem, se encantou com o lugar, casou com uma moça daqui e lá se vão 30 anos.

O lugar é bem fora de mão, mas nada de mais com o carro que alugamos. E o bom é que fica longe do fervo de Kuta, uma enorme aglomeração de casas, lojinhas, pousadas, etc. Alguns super-hotéis e restaurantes no meio, mas uma muvuca no geral.



O local tem seus prós e contras. Não foi amor à primeira vista, apesar da vista para o mar.

É um lugar para surfistas, não para yuppies que querem viver um sonho balinês. Ou seja, tem tudo, mas é um pouco rústico. É como ficar na casa de alguém daqui.

Alguns outros lugares de Bali fazem o estilo "sonhos nos mares do Sul" ou "encantos exóticos nos arrozais". Não dá para dizer que não seja atrativo. Mas não é o caso da nossa pousada

O bom do nosso é que é super bem localizado para irmos à praia e fazermos as aulas de surf. A Miroca também começa amanhã um curso de yoga numa pousada bem aqui ao lado.

Com isso, resolvemos ficar aqui 2 semanas e ir na última semana para Ubud, onde ficam os arrozais e onde estão aqueles locais que a gente associa com Bali. Já achamos um hotel super bacana, charmoso, com decoração típica, de cara com um arrozal.

Porque ninguém aqui é imune aos sonhos balineses.

Padang-Padang killer 180. wave

Para um olho não treinado pode parecer que eu e as crianças simplesmente subimos na prancha na beira de praia e tiramos a foto. Isso porque esse ingênuo observador não conhece a "killer 180. wave" de Padang-Padang.

Primeiro as apresentações. Padang-Padang é a praia que frequentamos aqui em Bali e onde a nossa Surf School . Ou seja, onde somos "locais".

Quanto à famosa killer wave. É uma onda enorme, longa, quase um Tsunami. Ok, um mini-Tsunami. Ela pega o surfista quase em alto mar e leva até a praia. 

Aí acontece uma coisa incrível. A onda dá uma uma meia volta e coloca os surfistas na praia. As crianças e eu tivemos a sorte de terminarmos, simultaneamente, no mesmo lugar. E bem na frente da Miroca com a câmera na mão!

Não é inacreditável? E vcs pensando que foi uma foto posada....

Quer surfar?

Então tem que carregar a prancha. Nada de moleza.

E olha que essas pranchas de principiantes são bem mais pesadas que as dos profissionais.

Tuesday, July 20, 2010

Bem-vindo, seu fracote branquelo

Chegamos em Bali há alguns dias. Conexão Internet não é o forte na nossa pousada, que fica no meio da natureza de frente para algumas das melhores praias para surf da ilha. Claro que nenhuma para o nosso bico, só tem fera surfando naquelas pedras.

Pois logo na chegada já fomos muito bem recebidos. No primeiro dia pegamos um taxi da pousada para a cia de aluguel de carros. O taxista ficou surpreso que fôssemos brasileiros.

Ele me olhou de alto a baixo e me disse que eu não parecia brasileiro. E eu tive a infeliz idéia de perguntar a razão.

Ele me disse que havia muitos brasileiros em Bali, mas todos eram bronzeados, fortes e musculosos. Para não deixar dúvidas, ainda demonstrou o que ele queria dizer mostrando o tamanho de ombro que ele costumava ver....

Mas ele vai ver quem é fracote e branquelo quando eu concluir a Surf School  :-)