Thursday, August 26, 2010

Chegada à República Popular da China





Esse tal de "Popular" é bastante adequado para descrever o país. Saindo de Hong Kong, que é China, mas rica pra chuchu, a entrada na "Popular" é um pouco chocante.

Fizemos uma viagem de 7-8 dias pelo sul da China, para conhecer algumas das mais famosas belezas naturais do país. As montanhas de Yangshuo e os arrozais mais alto do mundo em Ping`An.

Nossa porta de entrada foi Guangzhuo, conhecida como Cantão, onde pegamos um trem noturno para uma viagem de umas 10 horas.

A estação de trem foi um show à parte. Para entrar, tivemos que enfrentar fila tipo estádio de futebol em dia de final. Isso com 2 crianças, malas, mochilas, etc.

Chegando lá, ficou melhor. Estava cheio mas não entupido. Ficamos numa sala de espera "VIP". Mas sensação de estranheza era grande. Em 3 horas de espera, eu não vi nenhum ocidental. A Miroca diz que viu alguns.

Quando anunciou o embarque do nosso trem, em chinês apenas (ainda bem que estávamos com os ouvidos atentos para o nome da cidade), foi como um estouro de boiada. E nós estávamos do lado errado do corredor. Atropelamos uns 30 para chegar do lado certo!

Macau - portuguesa ma non troppo

Dá para ver as origens portuguesas de Macau. É só ir ao centro da cidade e olhar para o chão e ver as calçadas.

Há também muita coisa escrita em português porque ele ainda é língua oficial. Mas é muito pouco escutado!

Ainda assim, é uma visita particularmente interessante para os lusófonos, como nós. Ver aquele monte de caracteres chineses, misturados com o nosso bom e velho português é uma visão insólita.

A cidade é pequena, dá perfeitamente para conhecer à pé. No nosso caso, o passeio foi acompanhado de uma chuva torrencial, que atrapalhou um pouco. Mas não demais. Foi só antecipar o almoço para fugir da pancada principal e fazer o giro à tarde.

É um pouco triste reconhecer isso, mas a influência portuguesa não se restringe às praças e monumentos. Ela também é visível nos bairros residenciais que ficam perto do centro da cidade. Muito pobres, mal cuidados, com prédios se amontoando uns por cima dos outros. Fiação por toda a parte.

Lembra os bairros mais dilapidados perto do centro do Rio. Na verdade, a Macau parece muito com o centro do Rio, sem o comércio de rua.

Ainda assim, um belo passeio. É uma "day trip" em uma viagem de alguns dias em HK. Vai-se de lancha em uma hora. Há dezenas de horário e são super confortáveis. Dá para pagar com o cartão de transporte público de Hong Kong, o Octopus.





A moeda é a Pataca, Isso mesmo, Pataca. Mas os dólares de Hong Kong são aceitos por toda parte porque a taxa de câmbio é 1:1.

Legal é receber o troco em moedas de "meia pataca". Não valem nada mesmo.

Cirque du Soleil para toda a família


O Cirque du Soleil está mesmo por toda a parte onde há jogo. Macau não é diferente. Eles tem um espetáculo, Zaia, com um teatro dedicado no Venetian de Macau.
Dizem que Macau é a Las Vegas do Oriente. Mas isso é um equivoco. É o contrário, Las Vegas virou a Macau americana. Ou uma versão miniatura de Macau.

Isso porque o volume de jogo em Macau já passou longe o de Las Vegas. Mesmo os cassino são maiores lá. O Venetian, inaugurado em 2007 ao custo de US$ 2,4 BB, é 3 vezes maior que o maior cassino de Las Vegas. É um negócio descomunal, com uma cidade que imita Veneza servindo como Shopping Center. Com canais e gôndolas banhadas por um céu azul e uma luz artificial.

Cafonérrimo, é claro. Mas impressionante, mesmo assim.

O Cirque du Soleil é a principal atração do cassino. Mas não me parecem que haja muitas outras, porque os chineses vão lá para jogar.

Essa estória de ver shows, sair para jantar, etc é coisa de frouxo!

O pessoal torra milhares de dólares na mesa de jogo mas é mão de vaca no resto. Dizem que eles só fazem massagem para tirar uma soneca na mesa e economizar o quarto de hotel.

O show foi, naturalmente, muito bacana. Como o teatro é próprio, eles construíram uma infraestrutura mais complexa do que aquela que tínhamos visto no circo de lona em SP. Boa parte do show foi no ar, com os artistas "voando" através de um sistema de roldanas. Também havia enormes estruturas que saíam do chão.

E o que é melhor é que havia uma promoção para crianças. Os nossos pimpolhos não pagaram nada para ver o espetáculo. Até ganharam pipoca!

Passando bem em Macau





Nosso dia em Macau foi gastronomicamente glorioso.

Para começar, nos acabamos comendo comida portuguesa no " A Lorcha", tradicional restaurante que pertence a uma família macaense. Havia só chineses no restaurante, que estava cheíssimo. Lotado mesmo!

Almoçamos do lado do proprietário, que era um legítimo macaense. Aparentemente português, mas provavelmente com algum antepassado chinês. Falava perfeito português com os filhos e chinês com uma mulher que se aproximou da mesa.

A Miroca matou a vontade de comer bacalhau com natas. Eu preferi pedir a "Carne de porco alentejana", que é uma mistura bizarra de cubos de carne porco com ameijoas (conhecidas no Brasil como vongole). As crianças comeram bitoque, uma versão portuguesa do nosso bife à cavalo.

Isso sem falar nos croquetes, bolinhos de bacalhau e caldo verde que comemos de entrada! A foto da Sofia foi tirada enquanto ela comia o caldo verde. Surpreendentemente um dos pratos preferidos da miúda! Estava muito bom, mas, segundo ela, não tão bom quanto o da Tia Carmem!

As porções eram enormes, mas comunicamos aos interessados que bravamente demos conta do recado! Uma (meia) garrafa de vinho ajudou a missão.

Depois desse banquete, caminhamos perto de 1 hora para nos prepararmos para encarar os pastés de nata da "Margarete Café e Nata". Saíram do forno para o nosso prato. Quentes até demais!

As crianças chegaram a ficar tristes por ter que esperar esfriar.

Macaneses ambiciosos


Esse pessoal de Macau não se mixa não....

Mesmo lojas modestas recebem nomes grandiosos!










Essa birosca de auto-denomina "loja de departamentos". Tem que clicar para conseguir ler.

O Pelé de Hong Kong

Hong Kong também tem (teve) seu pelé, que também distribuía chutes.

O Bruce Lee é um verdadeiro herói local, com direito a estátuas de bronze, cera, etc.

E muita gente fazendo fila para tirar foto com ele! Tivemos que dar umas cotoveladas para conseguir essas fotos "exclusivas".

Explorando HK com Nanette e Rodrigo

Tivemos a sorte de conhecermos dois ótimos anfitriões em Hong Kong.

Sabe como é, amigo de amigo de amigo vira "compadre" no exterior. Ainda mais do outro lado do mundo.

Ligamos para eles para pedir umas dicas de passeio. Não só recebemos idéias excelentes para todos os dias da nossa estadia em Hong Kong, como fomos convidados para sair duas vezes para jantar. Durante os jantares aprendemos várias coisas de HK que só dá para descobrir falando com quem mora lá!

Na primeira noite, fomos ao famoso "night market", um enorme camelódromo perto de Mong Kok com tudo o que se pode imaginar. Paramos para comer num daqueles buracos na parede. Comida de rua honesta e uma cerveja gelada. Excelente pedida.

Na segunda vez fomos comer "Noodles com Wonton" no Mak´s Noodle, perto do centro financeiro da cidade. Também é um lugar pequeno, mas há espaço para sentar lá dentro. Chegamos umas 7 hs da noite, o que já é super tarde para eles, que começam a trabalhar de manhazinha. Éramos só nós e os donos, loucos para irem embora.

O lugar é pequeno, mas é tão conhecido que tem até uma entrada no Wikipedia
http://en.wikipedia.org/wiki/Mak's_Noodle


Nanette e Rodrigo, MUITO OBRIGADO pela calorosa acolhida em HK. Tenham certeza que nosso passeio ficou ainda mais especial por termos conhecido vocês.

Padoca em Hong Kong


Estávamos praticamente em casa em Hong Kong. Tinha até padoca na esquina do hotel.  O programa era comprar uns sanduíches lá e tomar um café no Starbuck´s. Influência dos portugueses de Macau, imagino.

O café da manhã não estava incluído na nossa diária do hotel.

Outra descoberta foi uma rede de padarias que vendia pao de queijo, com esse nome mesmo!


Wednesday, August 18, 2010

Super escada rolante

Hong Kong é mesmo como o Rio de Janeiro. A cidade sobe o morro a poucas quadras da água. A diferença é que o pessoal tem uns truques na manga.

Um dos mais bacanas é uma mega escada rolante que vai do centro financeiro até os bairros que ficam no sopé do morro. De manhã, a escada rolante desce para levar o povo para o trabalho e, à tarde, sobe para levá-los para casa.

A outra sacada é a cobrança pelo serviço. Não só não é cobrado, como a prefeitura paga para que as pessoas usem o serviço. Quando vc passa, vc aproxima o cartão Octopus da máquina e ele carrega R$ 0.50. Tem um limite diário, não sei se uma ou duas vezes.

Segundo o Rodrigo, uma cena interessante é ver as empregadas filipinas (e outras nacionalidades) que passam na máquina para carregar dinheiro. Elas aproveitam para passar o cartão das amigas! No final do mês, dá um bom troquinho extra.





Nós também aproveitamos para ganhar um troco na escada rolante...

Monday, August 16, 2010

Mong Kok

Mong Kok é uma das regiões da península de Kowloon. Segundo o Guiness, é a região com a maior densidade populacional do mundo, com 130.000 pessoas por km2.

Estranho. Pareceu mais quando eu estive lá no em pleno sabadão à tarde. Alguém tem que checar esse número!

O Rodrigo (amigo, conhecido em HK) diz que o Mong Kok quer dizer "muita gente". O Wikipedia diz que quer dizer "esquina próspera". Estou um pouco enferrujado em etimologia chinesa, mas acho que o Rodrigo pode ter razão...

As crianças (e respectiva mãe) aproveitaram para estocar material escolar de tudo que é tipo.

Super teleférico

Um dos passeios mais legais em Hong Kong é visitar um Buda Gigante (e um monastério) que fica numa montanha.

A tal montanha é longe da cidade, numa das várias ilhas da região. O Buda é legal, mas o passeio de teleférico para chegar lá rouba o show. São 25 minutos, com 7 estações.

Pena que a fila para entrar estava enorme no sábado. Ficamos uns 45 minutos esperando na fila do ingresso. O susto foi na hora de embarcar no teleférico. O que parecia ser uma fila pequena, se transformou numa serpente virando a esquina.

E o pior é que havia uma opção muito mais rápida, uma tal de "cabine de cristal", que custava um pouco mais caro, mas que quase não tinha fila! Erro gigante. Mas a mocinha do guichê podia ter nos dito.




A Miroca odeia teleféricos, mas foi muito valente naquele dia. Até corremos o risco pegar uma tempestade lá em cima, mas ela aguentou firme.

Como tem chinês em Hong Kong

Pode parecer uma constatação besta, mas eu não esperava ver tanto chinês em Hong Kong.

Eu explico. É claro que eu esperava ver milhões de chineses por aqui. Mas eu tinha a impressão que HK seria um pouco como NYC. Uma cidade onde ser vê de tudo pela rua. Em quantidade.

Em Hong Kong, 99,83% (estimativa minha, preliminar) das pessoas na rua são chineses. E muitos não falam inglês, nem uma palavra. A começar pelos taxistas! Em muitas lojas, inclusive as de conveniência, as plaquinhas estão todas em chinês.

Como comparação, o pessoal em Cingapura (que tb é de maioria chinesa) falava muitíssimo mais inglês que aqui.

Kung fu aqui é coisa séria

Não é uma grande surpresa, mas as referências ao Kung Fu em Hong Kong estão em toda parte. Pode ser uma (ou duas, ou três) estátuas do Bruce Lee ou um show de Wushu Shaolin (seja lá o que isso queira dizer) numa tarde ensolarada.

Parece mais uma dança do que uma luta. Mas com certeza eu não gostaria de topar com um desses caras num beco escuro.

A foto dos kung-fuzeiros voadores é da Miroca.

Missão cumprida II

Parque da Universal Studios (Cingapura) - FEITO
Disneyland (Hong Kong) - FEITO

Assunto encerrado. Será?

Friday, August 13, 2010

Dois lados da moeda

Lado A - prédio para tudo que é lado.
Hong Kong é realmente incrível. São morros de caem praticamente na água.

Nesse sentido lembra muito o Rio de Janeiro. Com a diferença que os morros são cobertos de vegetação, não de favelas.

Subimos em um desses morros, onde fica um mirante. Parece o funicular que sobe para o Corcovado. Antigamente, as pessoas subiam o morro de liteira, carregados por 2 homens.

De um lado, uma das paisagens mais URBANAS do planeta. Do outro lado do morro, natureza absoluta.

Uma maravilha, dos dois lados!
Lado B - natureza


O tal funicular. A subida é super íngrime, tanto que
volta de costas para as pessoas não cairem para frente.

Wednesday, August 11, 2010

Chegamos em Hong Kong

Depois de um vôo curto de Cingapura para Kuala Lumpur, onde passamos a noite, voamos hoje para Hong Kong. Já estamos bem instalados e embasbacados com o Skyline de Hong Kong.

Estamos em Kowloon, do outro lado do estreito, de onde se vê melhor a arquitetura da cidade. A primeira impressão foi muito boa, embora a cidade tenha seu lado opressivo, tipo Blade Runner. Choveu muito à tarde, mas a chuva parou de deu para ver o show de luzes nos prédios.

O que vimos ao vivo é igualzinho ao da foto. Vale a pena clicar nela para ver melhor.

Monday, August 9, 2010

Comilança em Cingapura


Voltamos para Cingapura.

Acho que foi para comer, porque a comilança está grande. Já fomos duas vezes ao La Pau Sat, o tradicional mercado de comida perto de Chinatown.

O La Pau Sat foi construído no século XIX, com estrutura de ferro vinda da Inglaterra. Hoje é um maravilhoso mercado de especialidades culinárias da Ásia. Parece o mercado municipal de SP ou o mercado público de Porto Alegre, mas composto apenas de restaurantes.

É uma infinidade de opções, cada um com vários pratos regionais. O cliente escolhe a comida nos vários stands, inclusive a bebida em uma loja especializada, leva para a mesa e se acaba comendo. Digo isso porque cada um busca uma coisa e, no final, há sempre comida demais.

Para se ter uma idéia, na primeira noite nosso jantar incluiu comida japonesa, chinesa, malásia e filipina. E tudo isso por uns R$ 10 reais por pessoa.

Uma maravilha!

À propósito, as flores são na Orchard Road, a principal rua comercial daqui. Uns 3 kms superaborizados com shoppings colados uns nos outros. A maioria com lojas super bacanas, mas alguns parecem aqueles centros comerciais chineses.



Contraste entre o mercado do séc. XIX e os arranha-céus