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Friday, February 19, 2010

Hotel super legal em Paris

Ficamos num super hotel bacana em Paris. Chama-se Mamashelter.

Design fantástico (Phillipe Starck), gente descolada (Miroca e Norton) e o mesmo preço de um 3 estrelas normal ou um 4 estrelas mequetréfi em Paris (sob consulta).

A única coisa é que fica fora do circuito Champs Élysées - Montmartre - Marais - etc.

Fica no 20. arrondissement, perto do cemitério de Père Lachaise. Mas suficientemente perto de várias estações de metrô (uns 10 minutos) para funcionar como base para turistas.

Voltaremos lá com certeza e recomendo fortemente aos parentes, amigos do peito, leitores e simpatizantes, que suspeito serem as mesmas 5 pessoas.

Deu no NYT.





Uma homenagem singela...


... a esse visionário francês, que já naquela época conhecia os encantos das mulheres maduras.

Visitamos o dito cujo no cemitério Père Lachaise.

Achamos que o Honoré também está enxuto e bem conservado. O cabelo está ótimo, tem até uma franja fashion.

Só esse tom esverdeado que destoa. Bem como a garota da foto, ainda muito longe de faixa etária preferida do cara.

Breizh Café





Outro lugar nota 10 que encontramos em Paris. Esse descobrimos passando na frente.

Chamou a atenção pela decoração e o cardápio. Não sei dizer o quê, mas era claramente mais interessante que os outros 200 que vimos.

Voltamos mais tarde, tipo 12:30, o lugar estava fervendo. O dono nos disse para reservar e voltar uma hora mais tarde. Pela cara dos pratos e de deleite dos frequentadores, parecia valer a pena. Valeu.

Na prática, era um restaurante bretão (terra dos Druidas, onde morava o Asterix) especializado em galettes - um crepe mais crocante feito com farinha de sarrasin (marrom, tipo integral).

Começamos com um prato de embutidos de porco (para os da "comunidade", onde se lê "porco" leia-se "frango").

Depois comemos as tais galettes e finalizamos com uns belos crepes com açúcar. A Miroca rebateu tudo com um chazinho para tornar o almoço mais leve.




Miroca paquerando "um gato" num bistrot francês


E, por motivos óbvios, não era eu! Mas a peguei com a boca na botija.

Eu fiquei num canto, sem ver o outro lado do restaurante.

Quando dei por mim, ela estava dando bola para um "super gato" sentado na mesa ao lado.

Como estava sozinho, só posso concluir que ele estava caçando...

Como uma mulher séria, ela logo percebeu o erro e retomou o caminho da virtude.

Fica a dica para as amigas solteiras. O lugar se chama "Le Baratin" e é um bistrot maravilhoso no 20. arrondissement. Um pouco fora de mão, mas vale a pena.

Para completar nossa surpresa, peguei um dos livros da biblioteca (que tinha uns 200). Era um desses livros tipo "1000 lugares para visitar na França antes de pendurar as chuteiras". Um dos capítulos era sobre os bistrots de paris. Sugeriam 5. Um deles tinha até foto. Era o "Le Baratin".

A chef é uma argentina, que nunca estudou gastronomia nas escolas francesas.

Buenos Aires 1 x 0 Paris

Segue o que disse a tradicional revista americana "Gourmet".

LE BARATIN

Chef Raquel Carena’s terrific cooking—a very personal take on French bistro fare that finds inspiration all over the world, including her native Argentina—has made this vest-pocket bistro in Belleville a favorite of French chefs, including Olivier Roellinger, Yves Camdeborde, Pierre Hermé, Joël Robuchon, and Alain Ducasse. What gets these boys excited are heart-felt dishes like Carena’s red tuna tartare with black cherries, Maldon salt, miso-and-malt vinegar, veal with eggplant ribbons—she skins eggplants and roasts their skin until it’s terrifically brittle and crunchy. Her desserts are terrific, too, including a bread pudding made with dulce de leche.


3 rue Jouye-Rouve; 01-43-49-39-70



Tansporte público do futuro


Eu já tinha lido várias vezes à respeito das bicicletas públicas em Paris - as Velibs. Mas elas são ainda mais bacanas ao vivo.

O conceito é muito legal. Ficam estacionadas em centenas de pontos pela cidade e o cidadão libera a bicicleta com a carteirinha do transporte público (metrô).

Ao final do percurso, devolve em outro ponto. O sistema contabiliza o tempo utilizado e debita da conta. Se for menos de 30 minutos é GRÁTIS.

Se for umas 2-3 horas, tipo "turista safado dando banda por Paris", custa bem caro. Ou seja, é transporte público, não passeio.